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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Unidade Regional de Umuarama finaliza capacitação metodológica para Diagnóstico, Planejamento e Acompanhamento de Unidades Referenciais
| Extensionistas da região de Umuarama foram a campo após primeiro contato com a metodologia das Redes de Referências |
A região de Umuarama finalizou nos dias
24 e 25 de abril a capacitação metodológica visando o trabalho em
Unidades Referenciais. De acordo com o coordenador estadual das Redes pelo Emater, Edson Luiz Diogo de Almeida, os extensionistas tiveram a oportunidade de conhecer a metodologia do Projeto
e de aplicá-la em quatro propriedades da região. “A primeira etapa das
oficinas foi concluída com sucesso, porque já preparamos a síntese do
diagnóstico das propriedades visitadas. Já na segunda e última etapa de
capacitação, em Umuarama, realizada agora no final de abril, fizemos o
planejamento dessas mesmas unidades, discutimos o processo de
acompanhamento e definimos estratégias para a continuidade do trabalho”,
completa.
Diogo de Almeida
acrescenta que serão acompanhadas 102 Unidades Referenciais de Difusão
do Emater na região de Umuarama, sendo que 76 delas têm foco na produção
de leite e o restante, em sistemas diversificados, como mandioca, café e
frutíferas. “Após a realização da segunda etapa das oficinas, os
extensionistas já estarão aptos para acompanharem todas essas Unidades
Referencias sozinhos, sob a supervisão de um coordenador mesorregional
do Emater e um outro do Iapar”, acrescenta.
O coordenador do Projeto
pelo Emater faz um balanço positivo desse contato com os extensionistas
do Emater da região de Umuarama. “A mensagem mais forte que a gente
queria passar era de que este instrumento de trabalho pode ser útil para
a rotina de execução das tarefas dos próprios extensionistas, porque
eles passarão a trabalhar sob a perspectiva do sistema produtivo e de
unidades familiares que sejam referência”, conclui.
Já para Rafael Fuentes Llanillo, coordenador estadual das Redes
pelo Iapar, "na capacitação foi feito o planejamento preliminar de
quatro propriedades do município de Umuarama. O aprimoramento desse
trabalho inicial pela equipe regional servirá de base para a implantação
do trabalho em 21 Unidades Referenciais em sistemas leiteiros. Esse
será o primeiro passo rumo à implantação em 102 URs".
Crédito
de imagens: Arquivo/Projeto Redes
Crédito
de texto: Cinthia Milanez
Bolsista de Comunicação Social – Jornalismo
Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar / CNPq/ IAPAR / EMATER
Telefone: (43) 3376 – 2274
E-mail: comunicacaoredes@iapar.br
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Pesquisadora das Redes de Referências da região Centro Sul ressalta a visão sistêmica, a participação e a proximidade de agricultores, extensionistas e pesquisadores como atributos do Projeto
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| A pesquisadoras das Redes da região Centro Sul, Cátia Cristina Rommel |
A pesquisadora Cátia Cristina Rommel se formou em
agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em
2006. Possui uma especialização em Agricultura Familiar (UFRGS) e outra
em Soberania Alimentar e Agroecologia Emergente (UNIA, Espanha). Obteve o
título de mestre em Fitotecnia no ano de 2009, também pela UFRGS. Neste
mesmo ano começou a trabalhar como pesquisadora no Iapar e, desde o
princípio, participa das Redes de Referências atuando na região Centro Sul do Paraná.
Qual a sua atuação nas Redes de Referências?
Atuo principalmente na Rede de Propriedades de Referência em Sistemas de Produção de Base Familiar Agroecológica no Centro Sul do Paraná. Nesta, a atuação é maior no braço da Rede em Inácio Martins, que tem se configurado uma Rede sobre transição agroecológica. A atuação é como especialista, conduzindo unidades de teste e validação (UTV) e pesquisas, e como articuladora da Rede.
Como é desenvolvido o trabalho das Redes na região Centro-Sul?
A Rede no Centro Sul tem três enfoques principais: agroecologia, grãos e leite. Dentre estes, como já dito, atuo principalmente na "Rede Agroecológica", portanto centrarei sobre este enfoque as considerações. O trabalho é desenvolvido junto a propriedades, cuja produção agrícola tem bases agroecológicas, em diversos municípios da região: Rio Azul, União da Vitória, São Mateus do Sul, Porto Vitória e Inácio Martins. Além dos agricultores e agricultoras, participam do trabalho extensionistas da Emater e Fundação Terra, representantes de Secretarias Municipais de Agricultura e de Sindicatos. A Rede Agroecológica começou a ser formada em 2004 e desde lá, através das diversas parcerias, tem trazido alguns bons resultados: referências para diversificação de sistemas de produção que incluem o cultivo de tabaco (com diversas publicações que podem ser conferidas no site das Redes de Referências); referências em sistemas silvipastoril que desfecharam em política pública; UTVs de pastagens visando diminuição de vazios forrageiros, UTVs de manejo de solos e plantas de coberturas, UTVs de avaliação participativa de cultivares de milho, participação do Observatório de Soberania Alimentar e Agroecologia Emergente (Espanha) através de sistematização de experiência; melhoria de propriedades e facilitação no fluxo de informações com outras redes.
Pesquisadores e extensonistas das Redes promovem capacitações sobre a metodologia do mesmo, como ocorre agora no acompanhamento de Unidades Referenciais do Emater. Você acredita na universalidade da metodologia do Projeto?
Com certeza, os quase 14 anos de caminhada das Redes de Referências trouxeram inúmeras aprendizagens. Mas nenhum caminho é igual ao outro. Pode-se ter subido 10, 15, 20 montanhas, mas não se pode subestimar a que se está subindo agora. A experiência mostra justamente que não há regras rígidas e caminhos fixos, mas sim sinais que indicam onde não pisar, quando dar passos mais largos, quando acelerar, quando recuar e do que desviar. E estes sinais nunca são os mesmos. Por isso não é necessário conhecer os sinais, mas sim conhecer como perceber os sinais. O que quero dizer com isso é que nenhum "modo de fazer", nenhum método, é universal. O método das Redes sempre precisará de adaptações, mas a experiência tem ensinado a perceber os sinais, que vem configurando a essência das Redes: a visão sistêmica, a participação e proximidade de agricultores, extensionistas e pesquisadores.
Para finalizar, qual a sua expectativa em relação ao Projeto para os próximos anos? O que deve ser mudado? O que deve ser mantido?
Acredito que apesar de necessário em alguns momentos e ocasiões, as validações de tecnologias precisam evoluir para pesquisa participativa, pelo simples fato que nenhuma forma de conhecimento, inclusive o científico, tem capacidade de dar conta de toda riqueza e diversidade do mundo. Portanto, não é apenas questão de validar e adaptar, mas também de dar espaço para outras formas de saber e realizar uma tradução de saberes, isto é, ver o que há de comum entre as várias formas de conhecimento sobre um determinado assunto, sem que uma forma seja mais valorada que as outras. Além disso, sou da opinião de que os trabalhos, tanto de pesquisa, quanto de validação ou melhorias de sistemas, devem ser focados em tecnologias e/ou processos que trazem autonomia, evoluindo para uma autogestão. Sem dúvidas, a visão sistêmica e a proximidade entre diversos atores deve ser mantida, para manter também a essência das Redes.
Qual a sua atuação nas Redes de Referências?
Atuo principalmente na Rede de Propriedades de Referência em Sistemas de Produção de Base Familiar Agroecológica no Centro Sul do Paraná. Nesta, a atuação é maior no braço da Rede em Inácio Martins, que tem se configurado uma Rede sobre transição agroecológica. A atuação é como especialista, conduzindo unidades de teste e validação (UTV) e pesquisas, e como articuladora da Rede.
Como é desenvolvido o trabalho das Redes na região Centro-Sul?
A Rede no Centro Sul tem três enfoques principais: agroecologia, grãos e leite. Dentre estes, como já dito, atuo principalmente na "Rede Agroecológica", portanto centrarei sobre este enfoque as considerações. O trabalho é desenvolvido junto a propriedades, cuja produção agrícola tem bases agroecológicas, em diversos municípios da região: Rio Azul, União da Vitória, São Mateus do Sul, Porto Vitória e Inácio Martins. Além dos agricultores e agricultoras, participam do trabalho extensionistas da Emater e Fundação Terra, representantes de Secretarias Municipais de Agricultura e de Sindicatos. A Rede Agroecológica começou a ser formada em 2004 e desde lá, através das diversas parcerias, tem trazido alguns bons resultados: referências para diversificação de sistemas de produção que incluem o cultivo de tabaco (com diversas publicações que podem ser conferidas no site das Redes de Referências); referências em sistemas silvipastoril que desfecharam em política pública; UTVs de pastagens visando diminuição de vazios forrageiros, UTVs de manejo de solos e plantas de coberturas, UTVs de avaliação participativa de cultivares de milho, participação do Observatório de Soberania Alimentar e Agroecologia Emergente (Espanha) através de sistematização de experiência; melhoria de propriedades e facilitação no fluxo de informações com outras redes.
Pesquisadores e extensonistas das Redes promovem capacitações sobre a metodologia do mesmo, como ocorre agora no acompanhamento de Unidades Referenciais do Emater. Você acredita na universalidade da metodologia do Projeto?
Com certeza, os quase 14 anos de caminhada das Redes de Referências trouxeram inúmeras aprendizagens. Mas nenhum caminho é igual ao outro. Pode-se ter subido 10, 15, 20 montanhas, mas não se pode subestimar a que se está subindo agora. A experiência mostra justamente que não há regras rígidas e caminhos fixos, mas sim sinais que indicam onde não pisar, quando dar passos mais largos, quando acelerar, quando recuar e do que desviar. E estes sinais nunca são os mesmos. Por isso não é necessário conhecer os sinais, mas sim conhecer como perceber os sinais. O que quero dizer com isso é que nenhum "modo de fazer", nenhum método, é universal. O método das Redes sempre precisará de adaptações, mas a experiência tem ensinado a perceber os sinais, que vem configurando a essência das Redes: a visão sistêmica, a participação e proximidade de agricultores, extensionistas e pesquisadores.
Para finalizar, qual a sua expectativa em relação ao Projeto para os próximos anos? O que deve ser mudado? O que deve ser mantido?
Acredito que apesar de necessário em alguns momentos e ocasiões, as validações de tecnologias precisam evoluir para pesquisa participativa, pelo simples fato que nenhuma forma de conhecimento, inclusive o científico, tem capacidade de dar conta de toda riqueza e diversidade do mundo. Portanto, não é apenas questão de validar e adaptar, mas também de dar espaço para outras formas de saber e realizar uma tradução de saberes, isto é, ver o que há de comum entre as várias formas de conhecimento sobre um determinado assunto, sem que uma forma seja mais valorada que as outras. Além disso, sou da opinião de que os trabalhos, tanto de pesquisa, quanto de validação ou melhorias de sistemas, devem ser focados em tecnologias e/ou processos que trazem autonomia, evoluindo para uma autogestão. Sem dúvidas, a visão sistêmica e a proximidade entre diversos atores deve ser mantida, para manter também a essência das Redes.
Crédito
de imagem: Arquivo/Projeto Redes
Crédito
de texto: Cinthia Milanez, com informações de Cátia Cristina Rommel
Bolsista de Comunicação Social – Jornalismo
Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar / CNPq/ IAPAR / EMATER
Telefone: (43) 3376 – 2274
E-mail: comunicacaoredes@iapar.br
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Redes de Referências reúnem 155 técnicos do Emater na primeira etapa da Capacitação em Diagnóstico, Planejamento e Acompanhamento de Unidades Referenciais
Cumprindo acerto firmado entre as diretorias do Emater e do Iapar em novembro passado, a coordenação das Redes de Referências
finalizou a primeira etapa de treinamento metodológico de técnicos do
Emater nas regiões de Umuarama, Toledo, União da Vitória, Maringá e
Francisco Beltrão. Em Toledo, por exemplo, 25 extensionistas receberam
orientação teórica e prática dos profissionais vinculados ao Projeto.
Cada técnico deverá acompanhar 90 propriedades, distribuídas de três a
seis grupos de aproximadamente 30 propriedades. Em cada um desses
grupos, uma propriedade será selecionada para o trabalho como Unidade
Referencial.
De acordo com
Gelson Hein, articulador regional de pecuária do Emater da região de
Toledo, a capacitação metodológica das Redes é importante
porque orienta os técnicos da instituição para uma visão sistêmica do
funcionamento das propriedades. “O treinamento é altamente positivo,
porque envolve um trabalho mais direcionado”, explica. Hein também
destaca a importância da parceria entre a pesquisa e a extensão, porque a
primeira desenvolve tecnologias que trazem melhorias às propriedades e a
segunda é responsável pela difusão e pela adaptação destas às
necessidades de cada produtor. Já Ivan Decker Raupp, chefe regional do
Emater em Toledo, fala sobre o papel dos chefes regionais da instituição
no andamento dessa iniciativa. “Nós definimos grupos, debatemos com os
colegas da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e
medimos os resultados da extensão”, acrescenta. Programa de trabalho
A primeira etapa da capacitação aborda o papel da extensão rural sob o enfoque de projetos prioritários em unidades referenciais, a elaboração da tipologia de agricultores, os critérios para a seleção de agricultores colaboradores e o diagnóstico de unidades produtivas, sendo finalizada com a realização e a discussão de um exercício a campo. Já na segunda etapa, com datas já programadas para estas regiões, discute-se o planejamento e o acompanhamento das propriedades selecionadas, sendo realizado um exercício prático de planejamento das unidades produtivas visitadas na primeira etapa.
Oficinas
A região de Campo Mourão também está inserida nessa primeira etapa de capacitação metodológica. De acordo com João Ricardo Barbosa Rissardo, coordenador regional de projetos do Emater, extensionistas do local devem trabalhar com 30 propriedades, cujas cadeias produtivas se dividem em leite, grãos, fruticultura, café e cultivo florestal. Após a primeira oficina teórica, realizada no início de março, será definida a data para a capacitação dos técnicos. Nas demais regiões, a realização da capacitação em suas duas etapas vem sendo programada junto às gerências regionais do Emater.
Crédito
de imagem: Arquivo/Projeto Redes
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de texto: Cinthia Milanez
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Coordenadores das Redes de Referências revisam metodologia de trabalho para capacitar até 300 técnicos do Emater
A adequação na metodologia visa atender as necessidades de trabalho em cerca de 3000 Unidades Referencias de Difusão que o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) deverá conduzir nos próximos anos. As discussões com as equipes técnicas terão início na primeira quinzena do mês de março, na região de Francisco Beltrão.
De acordo com o coordenador da mesorregião norte das Redes, Dimas Soares Júnior, que participou das duas últimas reuniões juntamente com os coordenadores estaduais do Projeto, Rafael Fuentes Llanillo e Edson Luiz Diogo de Almeida e com o articulador da mesorregião noroeste das Redes, Flavio Antonio Degaspari da Cunha, os envolvidos revisaram os instrumentos de coleta de dados que permitem a execução da tipologia, do diagnóstico e do acompanhamento das unidades produtivas.
Soares Júnior acrescenta que os integrantes das Redes promovem agora a parte executiva da proposta de capacitação de técnicos do Emater. “Já temos ações agendadas para os meses de março, abril e maio e, nessas oportunidades, faremos uma discussão com os técnicos para operacionalizar o trabalho em campo. Para isso, vamos oferecer instrumentos que sejam mais adequados, principalmente em função da simplificação de alguns procedimentos”, afirma.
Segundo o coordenador das Redes pelo Emater, Edson Luiz Diogo de Almeida, os produtores serão cadastrados no Sisater, aplicativo já usado pelo Emater em caráter estadual. Desse sistema, serão extraídas algumas variáveis para a execução da tipologia das propriedades. “O Sisater já possui uma ampla base de produtores cadastrados em todo o estado e, extraindo uma tipologia a partir deste cadastro, teremos um questionário mais simplificado, porém com uma amplitude maior de abrangência”, explica.
Institut de l’Elevage
De acordo com o coordenador da mesorregião norte das Redes, Dimas Soares Júnior, que participou das duas últimas reuniões juntamente com os coordenadores estaduais do Projeto, Rafael Fuentes Llanillo e Edson Luiz Diogo de Almeida e com o articulador da mesorregião noroeste das Redes, Flavio Antonio Degaspari da Cunha, os envolvidos revisaram os instrumentos de coleta de dados que permitem a execução da tipologia, do diagnóstico e do acompanhamento das unidades produtivas.
Soares Júnior acrescenta que os integrantes das Redes promovem agora a parte executiva da proposta de capacitação de técnicos do Emater. “Já temos ações agendadas para os meses de março, abril e maio e, nessas oportunidades, faremos uma discussão com os técnicos para operacionalizar o trabalho em campo. Para isso, vamos oferecer instrumentos que sejam mais adequados, principalmente em função da simplificação de alguns procedimentos”, afirma.
Segundo o coordenador das Redes pelo Emater, Edson Luiz Diogo de Almeida, os produtores serão cadastrados no Sisater, aplicativo já usado pelo Emater em caráter estadual. Desse sistema, serão extraídas algumas variáveis para a execução da tipologia das propriedades. “O Sisater já possui uma ampla base de produtores cadastrados em todo o estado e, extraindo uma tipologia a partir deste cadastro, teremos um questionário mais simplificado, porém com uma amplitude maior de abrangência”, explica.
Institut de l’Elevage
A metodologia de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das Redes foi adaptada a partir da experiência do Institut de l’Elevage, da França, e tem como principal objetivo desenvolver sistemas de produção sustentáveis para a melhoria da renda e da qualidade de vida das famílias rurais.
De acordo com Soares Júnior, essa tentativa de simplificar a metodologia de trabalho para ampliar a abrangência de propriedades assistidas também pode ser encontrada na experiência francesa. “Existe um dispositivo de trabalho chamado Redes Observatório, que consiste em um processo de compartilhamento de um número mais restrito de informações padronizadas obtidas em maior escala de coleta”, conta.
De acordo com Soares Júnior, essa tentativa de simplificar a metodologia de trabalho para ampliar a abrangência de propriedades assistidas também pode ser encontrada na experiência francesa. “Existe um dispositivo de trabalho chamado Redes Observatório, que consiste em um processo de compartilhamento de um número mais restrito de informações padronizadas obtidas em maior escala de coleta”, conta.
Crédito de imagem: Arquivo/Projeto Redes
Crédito de texto: Cinthia Milanez
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Telefone: (43) 3376 – 2274
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Crédito de texto: Cinthia Milanez
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Coordenador das Redes de Referências pelo Iapar recebe visitantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP)
| Grupo de visitantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP) em frente ao saguão principal do Iapar |
O coordenador do Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar pelo Iapar, pesquisador do Grupo de Plantio Direto do Instituto e também 2º secretário da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), Rafael Fuentes Llanillo, recebeu mais de 40 visitantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP), no último dia 23, na sede do Instituto. O grupo participava da 2ª Expedição Sistema de Plantio Direto Brasileiro, que ocorreu entre os dias 22 e 29 de janeiro e teve como principal objetivo educar e atualizar os envolvidos em relação às técnicas de manejo e conservação de solo, bem como à sustentabilidade ambiental.
Assim que chegaram ao Iapar, os visitantes assistiram à palestra de Fuentes e logo depois, conheceram a Estação Experimental do Instituto. Na palestra, os estudantes tiveram uma breve apresentação sobre o cenário agrícola paranaense, os princípios do Sistema de Plantio Direto com Qualidade (SPDQ) e a discussão de problemas de erosão quando o sistema não é operado adequadamente. O palestrante ressaltou que dos 25 milhões de hectares no Sistema de Plantio Direto no Brasil, o Paraná é responsável por 5 milhões (20%), mesmo tendo apenas 2,3% do território nacional.
Já para o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP), Godofredo César Vitti, o Plantio Direto é uma questão de sobrevivência no Brasil e o estado do Paraná possui bons exemplos na área. “Como nós vivemos em um país tropical, um país altamente submetido à erosão, à lixiviação e à perda de nutrientes do solo, o principal objetivo da nossa visita ao Iapar é mostrar as vantagens e os pontos fracos do Plantio Direto aos estudantes envolvidos com o GAPE, que é o Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão da Esalq”, conclui.
13º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha
Fuentes aproveitou a visita dos estudantes da Esalq para divulgar o 13º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, que deverá acontecer entre os dias 9 e 11 de julho no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo (RS). Dentre os temas que serão discutidos no evento, destacam-se os desafios e oportunidades referentes à diversificação da produção, manejo fitossanitário no Sistema de Plantio Direto, manejo da fertilidade física, química e biológica do solo, agricultura de precisão e qualidade de semeadura.
Assim que chegaram ao Iapar, os visitantes assistiram à palestra de Fuentes e logo depois, conheceram a Estação Experimental do Instituto. Na palestra, os estudantes tiveram uma breve apresentação sobre o cenário agrícola paranaense, os princípios do Sistema de Plantio Direto com Qualidade (SPDQ) e a discussão de problemas de erosão quando o sistema não é operado adequadamente. O palestrante ressaltou que dos 25 milhões de hectares no Sistema de Plantio Direto no Brasil, o Paraná é responsável por 5 milhões (20%), mesmo tendo apenas 2,3% do território nacional.
Já para o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP), Godofredo César Vitti, o Plantio Direto é uma questão de sobrevivência no Brasil e o estado do Paraná possui bons exemplos na área. “Como nós vivemos em um país tropical, um país altamente submetido à erosão, à lixiviação e à perda de nutrientes do solo, o principal objetivo da nossa visita ao Iapar é mostrar as vantagens e os pontos fracos do Plantio Direto aos estudantes envolvidos com o GAPE, que é o Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão da Esalq”, conclui.
13º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha
Fuentes aproveitou a visita dos estudantes da Esalq para divulgar o 13º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, que deverá acontecer entre os dias 9 e 11 de julho no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo (RS). Dentre os temas que serão discutidos no evento, destacam-se os desafios e oportunidades referentes à diversificação da produção, manejo fitossanitário no Sistema de Plantio Direto, manejo da fertilidade física, química e biológica do solo, agricultura de precisão e qualidade de semeadura.
Crédito de texto e imagem: Cinthia Milanez
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Ex-coordenador estadual das Redes pelo Emater avalia as ações do Projeto
| O ex-coordenador estadual das Redes de Referências pelo Emater, Sérgio Luiz Carneiro |
O engenheiro agrônomo Sérgio Luiz Carneiro foi coordenador estadual das Redes pelo Emater até o ano retrasado, quando foi substituído pelo também engenheiro agrônomo Edson Luiz Diogo de Almeida. Após a sua saída, assumiu a gerência regional do Instituto em Londrina. Na entrevista abaixo, Carneiro vê de forma positiva as ações passadas e presentes do Projeto.
Como coordenador das Redes de Referências pelo Emater até o ano retrasado, o que o senhor mudaria no Projeto?
O Projeto Redes de Referências é resultado de um conjunto de experiências exitosas: do Iapar, em especial no estudo de Sistemas de Produção Agropecuários; do Institut de L’Élevage, da França, na metodologia de redes de propriedades rurais de referências; e do Emater, no âmbito da extensão rural. Foi aprimorado por meio de adaptações para atender a diversidade rural paranaense, com regiões contrastantes e produções múltiplas. Os pesquisadores e extensionistas envolvidos no Projeto dominam as estratégias metodológicas para orientar intervenções com objetivo de melhoria da renda e da qualidade de vida no campo. Não proporia mudança neste aspecto. Há uma nova proposta de se criar redes simplificadas para transferências de tecnologias, que representa um importante avanço. Sugiro como complemento incluir na agenda de trabalho os estudos prospectivos de cenários e a relação dos agricultores com o mercado.
Como o senhor vê o trabalho das Redes atualmente?
A importância das Redes ficou evidenciada pelos bons resultados apresentados, fruto da qualidade da ação integrada entre pesquisa e extensão. No presente momento, em que se busca a reconstrução nacional do serviço de Ater, o Projeto pode contribuir com métodos de inovação e de transferência de tecnologia, por meio de abordagem que incorpora a visão sistêmica e a construção participativa de alternativas voltadas à melhoria de renda e agregação de valor na agricultura familiar. As Redes detêm as condições necessárias para participar do processo de aprimoramento metodológico da extensão rural, cujo principal desafio é atuar em comunidades pobres, na busca da redução das desigualdades no meio rural.
Qual o papel do Emater nas Redes de Referências?
O papel do Emater é executar as políticas agrícolas e promover o desenvolvimento rural sustentável, por meio da prestação de serviço de assistência técnica e da mobilização de lideranças locais, dirigentes de organizações de agricultores e da população rural. Mas nem sempre foi assim. O termo Extensão Rural no decorrer de sua existência adquiriu um caráter polissêmico em função das diversas atribuições do extensionista rural, de acordo com o contexto histórico. A título de exemplo, os papéis do extensionista variaram de educador formal e informal; de orientador de crédito rural; de difusor de inovações tecnológicas; de educador dialógico; de comunicador rural e animador de planejamentos participativos; de mobilizador para a participação sociopolítica da população rural; de agroecologista; e de articulador do desenvolvimento local. Nas Redes de Referências, junto com os pesquisadores, os extensionistas utilizam métodos de pesquisa aplicada. Analisam informações e participam na construção dos conhecimentos gerados. O Projeto permite ao extensionista ampliar a dimensão do seu papel tradicional, adquirindo novas competências, que melhoram o seu desempenho profissional. É um ótimo aprendizado, que decorre da vivência experiencial simultânea do extensionista, pesquisador e agricultor.
O Iapar e o Emater estão com uma proposta de capacitar até 300 técnicos do Instituto com uma metodologia simplificada das Redes. O senhor acredita no sucesso dessa iniciativa?
Sim, acredito no sucesso dessa iniciativa, que está vinculada ao processo de qualificação dos serviços prestados pelo Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), coordenado pelo Secretário Estadual da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara. Um conjunto de ações organizadas no âmbito do Seagri, com parceiros ligados ao setor rural (Prefeituras, Cooperativas, Sindicatos, Agentes Financeiros, Sebrae, Senar, dentre outros), será fundamental para o alcance de resultados desejáveis, tais como a redução dos atuais bolsões de pobreza no campo e de problemas relacionados com a degradação ambiental. Neste sentido, os mecanismos de integração da Ater com a Pesquisa devem ser fortalecidos para promover inovações tecnológicas e aprimorar métodos de gestão de unidades produtivas familiares nas dimensões sociais, ambientais e econômicas. Os Institutos Iapar e Emater, executores do Projeto Redes de Referências, com a proposta de se criar redes simplificadas para transferência de tecnologias validadas, vão seguramente ampliar a representatividade do público assistido e os resultados alcançados.
Como coordenador das Redes de Referências pelo Emater até o ano retrasado, o que o senhor mudaria no Projeto?
O Projeto Redes de Referências é resultado de um conjunto de experiências exitosas: do Iapar, em especial no estudo de Sistemas de Produção Agropecuários; do Institut de L’Élevage, da França, na metodologia de redes de propriedades rurais de referências; e do Emater, no âmbito da extensão rural. Foi aprimorado por meio de adaptações para atender a diversidade rural paranaense, com regiões contrastantes e produções múltiplas. Os pesquisadores e extensionistas envolvidos no Projeto dominam as estratégias metodológicas para orientar intervenções com objetivo de melhoria da renda e da qualidade de vida no campo. Não proporia mudança neste aspecto. Há uma nova proposta de se criar redes simplificadas para transferências de tecnologias, que representa um importante avanço. Sugiro como complemento incluir na agenda de trabalho os estudos prospectivos de cenários e a relação dos agricultores com o mercado.
Como o senhor vê o trabalho das Redes atualmente?
A importância das Redes ficou evidenciada pelos bons resultados apresentados, fruto da qualidade da ação integrada entre pesquisa e extensão. No presente momento, em que se busca a reconstrução nacional do serviço de Ater, o Projeto pode contribuir com métodos de inovação e de transferência de tecnologia, por meio de abordagem que incorpora a visão sistêmica e a construção participativa de alternativas voltadas à melhoria de renda e agregação de valor na agricultura familiar. As Redes detêm as condições necessárias para participar do processo de aprimoramento metodológico da extensão rural, cujo principal desafio é atuar em comunidades pobres, na busca da redução das desigualdades no meio rural.
Qual o papel do Emater nas Redes de Referências?
O papel do Emater é executar as políticas agrícolas e promover o desenvolvimento rural sustentável, por meio da prestação de serviço de assistência técnica e da mobilização de lideranças locais, dirigentes de organizações de agricultores e da população rural. Mas nem sempre foi assim. O termo Extensão Rural no decorrer de sua existência adquiriu um caráter polissêmico em função das diversas atribuições do extensionista rural, de acordo com o contexto histórico. A título de exemplo, os papéis do extensionista variaram de educador formal e informal; de orientador de crédito rural; de difusor de inovações tecnológicas; de educador dialógico; de comunicador rural e animador de planejamentos participativos; de mobilizador para a participação sociopolítica da população rural; de agroecologista; e de articulador do desenvolvimento local. Nas Redes de Referências, junto com os pesquisadores, os extensionistas utilizam métodos de pesquisa aplicada. Analisam informações e participam na construção dos conhecimentos gerados. O Projeto permite ao extensionista ampliar a dimensão do seu papel tradicional, adquirindo novas competências, que melhoram o seu desempenho profissional. É um ótimo aprendizado, que decorre da vivência experiencial simultânea do extensionista, pesquisador e agricultor.
O Iapar e o Emater estão com uma proposta de capacitar até 300 técnicos do Instituto com uma metodologia simplificada das Redes. O senhor acredita no sucesso dessa iniciativa?
Sim, acredito no sucesso dessa iniciativa, que está vinculada ao processo de qualificação dos serviços prestados pelo Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), coordenado pelo Secretário Estadual da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara. Um conjunto de ações organizadas no âmbito do Seagri, com parceiros ligados ao setor rural (Prefeituras, Cooperativas, Sindicatos, Agentes Financeiros, Sebrae, Senar, dentre outros), será fundamental para o alcance de resultados desejáveis, tais como a redução dos atuais bolsões de pobreza no campo e de problemas relacionados com a degradação ambiental. Neste sentido, os mecanismos de integração da Ater com a Pesquisa devem ser fortalecidos para promover inovações tecnológicas e aprimorar métodos de gestão de unidades produtivas familiares nas dimensões sociais, ambientais e econômicas. Os Institutos Iapar e Emater, executores do Projeto Redes de Referências, com a proposta de se criar redes simplificadas para transferência de tecnologias validadas, vão seguramente ampliar a representatividade do público assistido e os resultados alcançados.
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