terça-feira, 5 de julho de 2011

Iapar e Ipardes definem planos de ação voltados à agropecuária paranaense


O gráfico mostra a distribuição dos alimentos produzidos pela agricultura familiar brasileira com base no Censo Agropecuário de 2006

Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e técnicos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) participaram de uma reunião, no início deste mês, que discutiu planos de ação voltados à área rural paranaense. Tais planos são baseados nos resultados do Censo Agropecuário de 2006, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o coordenador mesorregional norte do Projeto Redes e um dos pesquisadores do Iapar que participou da reunião, Dimas Soares Júnior, esse último Censo Agropecuário oferece subsídios para o trabalho das Redes. “O que o Censo pode oferecer é subsídios para a escolha de produção, além da definição do tipo do produtor e do sistema em que ele está inserido”, complementa.

Censo Agropecuário
O Censo Agropecuário é realizado somente a cada dez anos, porque é uma pesquisa nacional que precisa de tempo e de recursos financeiros. Ele define o perfil da agropecuária de cada região do país. No Paraná, foram analisados 371 mil estabelecimentos rurais e as principais características do estado são, dentre outras, uma forte presença da agricultura familiar e uma elevada produção de grãos.
Segundo Soares Júnior, o objetivo do IBGE para os próximos anos é tornar essa pesquisa anual, o que deixa os dados obtidos sempre atualizados. “Mas, por hora, enquanto não dispomos desse instrumento, a equipe do Projeto Redes continua fazendo uso dos dados resultantes do Censo Agropecuário mais recente”, ressalta o pesquisador.


Crédito de imagem: Google Imagens
Crédito de texto: Cinthia Milanez
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Novo coordenador das Redes pelo Emater avalia o trabalho da equipe

O engenheiro agrônomo e coordenador estadual do Projeto Redes pelo Emater, Edson Luis Diogo de Almeida

O engenheiro agrônomo Edson Luis Diogo de Almeida assumiu há pouco tempo o cargo de coordenador estadual do Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar pelo Emater, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, no lugar do também engenheiro agrônomo Sérgio Luis Carneiro.
Edson se formou em Agronomia pela UFLA-MG, em 1989. Dois anos depois, veio embora para Maringá, onde começou a trabalhar no Emater. Fez mais duas especializações após a graduação, uma em Administração Rural pela UFLA-MG, em 1994, e outra em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UEM, em 2007. Por fim, neste ano, defendeu sua dissertação de mestrado, também pela UEM.
Na entrevista abaixo, o engenheiro esclarece o papel do Emater no trabalho das Redes e defende a manutenção de uma política que concilie extensão, pesquisa e produtores rurais.

Edson, qual a função do coordenador estadual do Emater no Projeto Redes?
A função do coordenador do Emater nas Redes é gerenciar o trabalho das equipes, definir procedimentos, articular ações com outras instituições envolvidas e parceiros do processo, identificar e definir demandas, capacitar a equipe de técnicos e levantar recursos para o bom desenvolvimento do trabalho.
Outra atribuição do coordenador é estar afinado com as políticas públicas para a agricultura, apropriando-as como ferramentas para o trabalho das Redes e sugerir, aos gestores estaduais, as demandas de políticas públicas para o desenvolvimento dos diversos segmentos das cadeias e sistemas de produção do negócio agrícola.

Quais os principais benefícios que o Projeto oferece aos produtores vinculados às Redes?
Dentre os diversos benefícios que o Projeto Redes oferece aos agricultores colaboradores, estão um acompanhamento gratuito de qualidade, com profissionais altamente qualificados, que se utilizarão das mais diversas e atuais ferramentas para a melhoria do sistema produtivo na busca da sustentabilidade do negócio rural nos aspectos sociais, ambientais e financeiros.

O que deve ser feito para melhorar ou manter o desempenho desses produtores?
Para o melhor desempenho dos produtores colaboradores é fundamental a continuidade da sua capacitação e dos técnicos e pesquisadores que acompanham as propriedades para aprimoramento do trabalho, difusão e irradiação dos resultados alcançados. Muito importante para a sobrevivência das Redes é o comprometimento da equipe com o trabalho e os objetivos estabelecidos nesta integração extensão x pesquisa x produtor.

Qual o papel da extensão no setor agrícola paranaense e, mais especificamente, no Projeto Redes?
A extensão sempre foi e continuará sendo de fundamental importância para a difusão de novas tecnologias e capacitação do produtor rural e sua família. Se hoje o Paraná é destaque no cenário agrícola nacional, isto se deve ao trabalho desenvolvido por nossos técnicos desde os primórdios da ocupação do estado na organização de suas instituições, onde o cooperativismo foi fundamental para o crescimento da agropecuária estadual e seus altos índices de produtividades nos principais sistemas produtivos.
É evidente e deve ser reconhecido que se hoje temos uma agropecuária forte, devemos destacar o trabalho de outros atores envolvidos, como a pesquisa e a vontade do produtor paranaense em buscar crescimento e qualidade. No trabalho das Redes, a extensão é um dos elos fundamentais na transferência do conhecimento científico e adaptação das tecnologias, bem como, observadora da realidade rural para a validação e demanda de novas pesquisas.


Crédito de texto e imagem: Cinthia Milanez
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Estudantes da UTFPR visitam propriedades das Redes

Famílias produtoras de leite de Cantiquiriguaçu têm acompanhamento contínuo de integrantes do Projeto Redes

Estudantes do 3º ano do curso de Agronomia da UTFPR visitarão duas propriedades familiares vinculadas ao Projeto Redes no próximo dia 9. Eles estarão acompanhados pela Prof. Drª Marta Helena Dias de Silveira, responsável pela disciplina de Bovinocultura de Leite. De acordo com o extensionista do Emater e um dos anfitriões da visita, Valério Moro, os alunos poderão ver de perto o funcionamento da atividade leiteira familiar na região de Cantuquiriguaçu.
Há cinco anos, o Projeto Redes atende sete famílias nessa região. Elas são especializadas em bovinocultura leiteira e em grãos. Segundo Moro, a assistência das Redes aumentou a produção, nessas propriedades, em 320%. “As famílias ainda estão se estruturando, tendo como objetivo final a produção diária de 500 a 600 litros de leite. Isso significa, portanto, mais um acréscimo à renda delas”, conclui o extensionista.

Serviço
Evento: Visita de estudantes da UTFPR a propriedades do Projeto Redes
Data: 09/06/2011
Local: Região de Catuquiriguaçu


Crédito de imagem: Arquivo/Projeto Redes
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Dia de Campo em Saudade do Iguaçu reúne mais de 70 pessoas

Integrantes do Projeto Redes promoveram Dia de Campo sobre a qualidade do leite na região sudoeste do Paraná

Cerca de 70 pessoas vinculadas ao Projeto Redes participaram de um Dia de Campo em Saudade do Iguaçu, região sudoeste do estado do Paraná, no último dia 26. O evento, que aconteceu no Condomínio Pizzolatto, foi realizado com recursos do CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O Dia de Campo foi organizado pelos coordenadores da equipe mesorregional sudoeste do Projeto Redes, José Antonio Nunes Vieira e Norma Kiyota.
O evento reuniu famílias vinculadas ao Projeto e alguns grupos de agricultores atendidos pelo Iapar e pelo Emater, como os associados do Laticínio Alto Alegre, de Verê, e a Comunidade Anita Garibaldi, de Coronel Vivida. De acordo com Norma Kiyota, participaram apenas produtores de leite, porque essa é a principal atividade da região. “Nós priorizamos o trabalho nos sistemas de produção que incluem a atividade leite no Projeto CNPq. Assim, o objetivo final é o processo de formação dos agricultores do Projeto Redes na atividade leiteira”, acrescenta a pesquisadora.
Para Norma, o Dia de Campo permite o contato com a família que é referência na prática-tema do evento e os participantes podem ver como essa família trabalha na própria unidade de produção. “O evento também permite uma maior integração dos conhecimentos dos pesquisadores, extensionistas e agricultores, que é um dos princípios do Projeto Redes”, reforça.

Próximos eventos
A equipe mesorregional sudoeste do Projeto Redes vai promover um curso sobre a silagem de milho de plantas inteiras e de grãos úmidos, no Iapar de Pato Branco, no próximo dia 21. O evento vai contar com a participação dos pesquisadores do Instituto, Renato Yagi e Simony Lugão, além do extensionista do Emater, Valério Moro.

Assistência
O Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar acompanha cerca de 250 produtores familiares e tem 35 sistemas de referências descritos em 17 regiões de todo o estado do Paraná. Na mesorregião sudoeste, a equipe assiste 22 famílias, cujos sistemas de produção são, predominantemente, leite intensivo, leite e grãos, leite e fruticultura, leite e agroindústria, além de fruticultura e grãos.


Crédito de imagem: Arquivo/Projeto Redes
Crédito de texto: Cinthia Milanez
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Diretoria do Iapar discute práticas conservacionistas de plantio em Castro

Na foto, uma das propriedades da Fundação ABC de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, sediada no município de Castro

A reunião entre representantes do Iapar, do Emater e da Fundação ABC de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, na última semana, teve como principal objetivo estabelecer um plano de trabalho que viabilizasse a produção agrícola sustentável na região centro-sul do estado do Paraná. Esse tipo de atividade, que visa principalmente à conservação dos solos, está prevista no Decreto Estadual nº. 6120/1985.
De acordo com Augusto Guilherme de Araújo, diretor-adjunto da Área Técnica e Científica do Iapar, a erosão dos solos é agravada pela falta de espaço para escoamento da água das chuvas. Para conter esse processo de degradação, os agricultores devem fazer um planejamento conservacionista específico para cada propriedade.
Diante dessa situação, a SEAB, em parceria com o Iapar, o Emater e a Fundação ABC de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, vai promover um curso de capacitação para profissionais da área. O objetivo é desenvolver práticas conservacionistas de plantio junto aos agricultores da região centro-sul do estado. Mais de 100 técnicos vão participar do evento, que ainda não tem data definida.

Legislação
Uma das primeiras leis referentes à conservação dos solos no estado do Paraná foi decretada no ano de 1985, mas recebeu nova redação em 1998. Ela prevê notificação e autuação de agricultores negligentes em relação ao processo de erosão dos solos de suas propriedades. Depois de notificados, os produtores podem pagar uma multa que varia entre R$121,40 e R$1031, 90.


Crédito de imagem: Rafael Fuentes
Crédito de texto: Cinthia Milanez
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Projeto Redes realiza Dia de Campo em Saudade do Iguaçu

Integrantes do Projeto Redes promovem Dia de Campo sobre a qualidade do leite na região sudoeste do Paraná
 
Integrantes do Projeto Redes participam de um Dia de Campo em Saudade do Iguaçu, região sudoeste do estado do Paraná, nesta quinta-feira. O evento, que acontece entre 9h e 16h no Condomínio Pizzolatto, vai ser realizado com recursos do CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
De acordo com a pesquisadora das Redes, Norma Kiyota, o Dia de Campo vai reunir famílias vinculadas ao Projeto e alguns grupos de agricultores atendidos pelo Iapar e pelo Emater, como os associados do Laticínio Alto Alegre, de Verê, e a Comunidade Anita Garibaldi, de Coronel Vivida.
Norma acrescenta que o evento vai envolver apenas produtores de leite, uma vez que essa é a principal atividade da região. “Nós priorizamos o trabalho nos sistemas de produção que incluem a atividade leite no Projeto CNPq. Assim, o objetivo final é o processo de formação dos agricultores do Projeto Redes na atividade leiteira”, conclui.

Serviço
Evento: Dia de Campo sobre manejo de bezerras e qualidade do leite
Data: 26/05/2011
Horário: Das 9h às 16h
Local: Condomínio Pizzolatto – Saudade do Iguaçu – PR


Crédito de imagem: Divulgação
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Um olhar de quem está chegando agora

O engenheiro agrônomo e pesquisador voluntário do Projeto Redes, Rodolfo Monice

O fitotecnista Rodolfo Monice se formou em 1971 pela Esalq/USP, de Piracicaba, em São Paulo. Logo depois, se mudou para Ribeirão Preto, também em São Paulo, onde trabalhou por nove anos na Multinacional Dupont. Em 1980, começou a atuar na sede do Iapar, em Londrina, como pesquisador da área de produção e experimentação até se aposentar, em 2003.
A partir daí, trabalhou por oito anos na Cooperativa Agropecuária dos Cafeicultores de Porecatu e há um mês, foi convidado para fazer parte do Projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar como pesquisador voluntário. Na entrevista abaixo, Rodolfo expõe e avalia o papel da pesquisa e da extensão no setor agrícola paranaense.

Rodolfo, qual a sua função no Projeto Redes?
Eu gostaria de deixar claro que a minha presença aqui, ela não se encaixa dentro da área de socioeconomia. Eu sou agrônomo, sempre trabalhei na área de fitotecnia, de engenharia agrícola, de física de solos, etc. Então, eu estou aqui justamente para fazer um acompanhamento mais técnico e menos sociotécnico da situação.

Do ponto de vista técnico, o que deve ser feito para garantir a produtividade do pequeno agricultor?
Olha, em primeiro lugar, a gente tem que olhar muito bem na questão do manejo do solo. Quer dizer, não existe uma receita de bolo, porque o Paraná é um estado que é uma colcha de retalhos. Eu trabalhei no Iapar por 35 anos, depois eu fui trabalhar em uma cooperativa na região do Paranapanema e parecia outro mundo. Você não pode olhar a tecnologia agrícola como uma receitinha de bolo. É aí que entra o papel do técnico e onde se tenta destruir os pacotes tecnológicos, que dentro do processo de modernização da agricultura, na década de 1970, foram um veneno.

E qual o papel da pesquisa nesse cenário que você caracterizou como sendo uma colcha de retalhos?
O papel da pesquisa é o de colocar uma equipe multidisciplinar para analisar cada situação de acordo com sua especificidade, porque cada caso é um caso. Mesma coisa se você tiver 10 filhos e comprar um livro que ensine como educar um filho, você vai ver que não vai adiantar nada porque cada um é de um jeito. Então, eu acho importante o técnico envolvido ter a consciência de qual tecnologia vai usar. E a função da pesquisa é de conscientizar esse técnico.

Em relação ao trabalho que você desenvolveu na região do arenito por oito anos, surtiu algum resultado?
Nesse período, eu consegui construir uma ponte muito grande entre o Iapar, a Embrapa e a Cooperativa Agropecuária dos Cafeicultores de Porecatu. Foi aí que nós demos um passo muito importante, porque a região é marginal, precisava da nossa atenção. Nós montamos uma mini-estação experimental e desenvolvemos um projeto de integração lavoura-pecuária. E eu estou aqui tentando levar o Projeto Redes para essa região também.


Crédito de texto e imagem: Cinthia Milanez
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