segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Coordenador das Redes alerta para cuidados com preparo de solo


No Paraná,em entrevista exclusiva para o Canal Rural, o coordenador das Redes Rafael Fuentes Llanillo alerta os produtores para os cuidados com o preparo do solo para a próxima safra de soja.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bolsista das Redes vence prêmio de economia no Paraná



A estudante do quinto ano de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e integrante das Redes de Referências para Agricultura Familiar, Juliana Baptistella, foi a vencedora do 19º Prêmio Paraná de Economia, na categoria Artigo de Estudante. A premiação contemplou ainda vencedores nas categorias Economia Paranaense, Economia Pura e Aplicada e Artigo de Economista. O prêmio é promovido pelo Conselho Regional de Economia (Corecon) do Paraná e tem como objetivo estimular e valorizar a produção científica sobre temas ligados à economia paranaense.
Juliana, que veio do estado de São Paulo para estudar em Londrina, participa desde o primeiro ano de projetos de pesquisa que estudam a economia paranaense. No artigo em que foi premiada, que se estende por 17 páginas, a estudante aprofunda a composição do rendimento dos trabalhadores no Paraná. “Analisei os principais componentes da renda dos trabalhadores no estado”, explicou.

Segundo ela, a principal fonte de renda dos paranaenses é o próprio trabalho, que ocupava 76% da composição da renda em 2001, primeiro ano estabelecido pela pesquisa, e caiu para 75% em 2006. “O artigo demonstrou que o trabalho está perdendo espaço para outros tipos de rendas”, afirmou. Os dados foram baseados na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD).

Seguido pelo trabalho, a renda do paranaense é composta por aposentadorias e pensões, que passou de 15,7% em 2001 para 16,5% em 2006. Em terceiro lugar, vêm outros tipos de renda, como juros de aplicações financeiras e programas de transferências de renda do governo. Esse tipo de renda passou de 1,4% da composição em 2001 para 2,3 em 2006. “Observamos que, assim como no Brasil, isso contribuiu para a queda na desigualdade de renda.”

O prêmio pela pesquisa será entregue no próximo dia 26 em Campo Mourão, Noroeste do estado. “É muito significativo para o meu currículo, já que nem sempre as pesquisas feitas na universidade são divulgadas ou reconhecidas”, afirmou.

Fonte: JL/Fabio Luporini

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia de Campo em Candói



O pesquisador do IAPAR e integrante das Redes de Referências para agricultura Familiar, Ademir Calegari, esteve no último dia 22 de julho na cidade de Candói, Território Cantuquiriguaçu, para participar de mais um Dia de Campo. O evento foi realizado pelo Instituto Emater do município e coordenado pelo técnico extensionista Edílson Moreira.

Contando com 22 pessoas entre técnicos e produtores da comunidade “Três Passos”, Calegari tratou de diferentes assuntos relacionados ao manejo de solo, sua grande especialidade. “A produção dos agricultores da comunidade gira em torno do milho, feijão, soja e também de leite, sendo que eles têm dificuldade no manejo de solos.”, comenta o pesquisador.

Dentre os temas ministrados por Ademir, destacaram-se o sistema de plantio direto, rotação de culturas, microbacias, plantas de cobertura e adubos verdes. “Como a região em questão é bem montanhosa, os problemas de erosão de solo são recorrentes”, retrata Calegari.

Outro assunto elucidado pelo pesquisador foi acerca da semeadura de cultivares de aveia IAPAR 61 e IPR 126 do Instituto em comparação à aveia preta comum para fins de alimentação de vacas de leite. “A utilização desses dois cultivares têm dupla finalidade. Além de servir como adubação verde para a melhoria da fertilidade do solo, elas apresentam grande importância na alimentação de bovinos leiteiros, por se tratar de um alimento de baixo de custo de produção para os agricultores”, finaliza.


Jornalista Victor Lopes
Programa Universidade Sem Fronteiras / Seti / IAPAR
Telefone: 43 3376 2249
E-mail: comunicacaoredes@iapar.br

Bolsas das Redes


Essas são as novas bolsas produzidas para os produtores que participam das Redes de Referências para Agricultura Familiar.
Confira o modelo que breve ser distribuído em todo o Paraná

terça-feira, 21 de julho de 2009

Governo aplica 99,9% dos recursos previstos na safra 2008/2009

Dos R$ 65 bilhões programados para o crédito rural da agricultura comercial na safra 2008/2009 foram aplicados R$ 64,9 bilhões, o que corresponde a 99,9% do total. Lembremos que esse desempenho foi alcançado em plena crise financeira mundial, agravada em setembro, destaca o diretor do Departamento de Economia Agrícola (Deagri), Wilson Araújo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
No segundo semestre de 2008, houve redução do crédito privado e da demanda internacional por commodities, cujos preços caíram consideravelmente, além de adversidades climáticas, o que resultou numa retração de 7,2% na produção de grãos, fibras e oleaginosas, observa Araújo.
A aplicação total de R$ 74,4 bilhões na agropecuária durante a safra 2008/2009 indica um aumento de 0,7% nas operações totais no crédito rural, em relação ao da safra anterior, que foi de R$ 73,8 bilhões.
Considerados todos os recursos destinados ao financiamento do setor rural no ano safra 2008/2009, verifica-se que 82,6% foram aplicados a taxa de juros fixa.
Fonte: Agência Safras

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Governo garante R$ 15 bilhões para agricultura familiar

Os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) entregaram, na última quarta, dia 15, à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) a resposta às revindicações da 5ª Jornada Nacional de Lutas. O Governo reafirmou que o próximo Plano Safra terá R$ 15 bilhões. O aumento do volume de crédito para custear a produção dos agricultores familiares era uma das principais demandas do movimento.
Cassel destacou que a mobilização da Fetraf e de outros movimentos ligados à terra ajudam a refinar as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo Federal.
— Neste ano, além de aumentar o volume de recursos, estamos também ampliando o sistema de seguro que passará a cobrir os contratos de investimento. Antes apenas as operações de custeio tinham cobertura — explicou o ministro.
Outro destaque feito por Cassel foi a sanção da Lei 11.947. A nova lei garante que pelo menos 30% dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Programa Nacional de Alimentação Escolar devem ser utilizados para a compra de produtos da agricultura familiar. A medida ampliará a capacidade de comercialização dos produtores rurais familiares.
A presidente da Fetraf, Elisângela Santos Araújo, fez uma avaliação positiva do processo de negociação entre a entidade e o Governo Federal.
— O aumento de recursos para o Plano Safra e as diversas linhas do Programa , como o Pronaf Mulher, por exemplo, tem um significado muito especial para nós. No entanto, ainda é preciso enfrentar alguns desafios como a aceleração da reforma agrária e a questão da moradia rural”, ressaltou a dirigente.
Também participaram da reunião o presidente do Incra, Rolf Hackbart, e os secretários do MDA, Adoniran Sanches (Agricultura Familiar), Humberto Oliveira (Desenvolvimento Territorial) e Adhemar Lopes de Almeida (Reordenamento Agrário).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Orgânico na merenda pode ser lei, mas faltam recursos


Um projeto de lei aprovado na segunda-feira (29/06) pela Assembleia Legislativa determina que as escolas públicas do Paraná adotem apenas alimentos orgânicos para a merenda. O problema é que esses produtos chegam a ser 40% mais caros. “Com esse valor é inviável. Tem que ser apenas alguns produtos. Além disso, nem temos produção orgânica suficiente no nosso estado para isso”, afirma a coordenadora do programa estadual de alimentação escolar, Márcia Cristina Stolarski.

A ideia do projeto, que aguarda a sanção do governador para entrar em vigor, é que os alunos tenham uma alimentação mais saudável, além de auxiliar e incentivar a produção orgânica no estado.
Hoje a maior parte do recurso para a merenda vem do governo federal, que paga R$ 0,22 por aluno em cada dia letivo. O governo estadual completa esse valor com R$ 0,05. Conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em média, o preço dos orgânicos supera o dos alimentos convencionais em 30% a 40%, por isso a preocupação é se o valor repassado será suficiente para adquirir a mesma quantidade de alimentos.
O projeto de lei prevê que a implantação de orgânicos seja gradual e por isso não há uma data específica para que toda a merenda seja substituída. De acordo com o autor do projeto, o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), uma das funções da medida é que a produção paranaense aumente e que consequentemente o preço caia. “Pode até ser que no começo a gente precise importar alimentos de outros estados. Mas o objetivo é estimular o crescimento do mercado interno.” Quando elaborou o projeto, o deputado previu que os custos com a merenda aumentariam apenas 10%, mas esse número não condiz com o valor dos orgânicos vendidos hoje.
A ideia de fazer com que as crianças ingiram alimentos mais saudáveis é bem-vista pelas escolas e por quem trabalha com alimentação. De acordo com o membro do Conselho Estadual de Merenda Escolar José Valdivino de Morais, essa seria a alimentação ideal para os estudantes e também poderia se transformar em uma discussão pedagógica dentro da sala de aula. “O único problema é que os recursos são poucos, mas se o estado quiser fazer isso, vai ter que bancar as despesas.”
Os produtos não perecíveis são comprados pelo governo do estado e enviados para as escolas, enquanto os perecíveis, como frutas e verduras, são comprados por cada escola que pode escolher – dentro do orçamento – os alimentos que os alunos preferem. A diretora da Escola Estadual Arthur de Macedo, Carla Cristina Boscardin Noering, conta que lá eles já usam arroz integral e açúcar mascavo e que no começo achou que os alunos não fossem gostar, mas que os alimentos mais saudáveis foram aceitos. Por isso, ela acredita que os orgânicos também serão.
A medida provisória que estabelecia que 30% dos recursos do governo federal para merenda deveriam ser usados para compra da agricultura familiar virou lei no mês passado. Márcia explica que hoje esse valor é usado para comprar os produtos não perecíveis, mas que com a nova lei o estado vai precisar se reorganizar para fazer o controle. “Essa lei federal casa com a proposta de comprar produtos orgânicos para as escolas. Só temos que ver ainda como vamos fazer isso, porque compra de orgânico é sempre mais complicada.”
O líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claúdio Romanelli (PMDB), diz que não sabe qual a chance de o projeto ser sancionado pelo governador e que isso vai depender da possibilidade de tornar a proposta financeiramente viável.
Fonte: Gazeta do Povo