segunda-feira, 19 de julho de 2010

Redes de Referências planejam em junho sistemas melhorados no cultivo de grãos em pequenas propriedades de Tamarana

No primeiro momento, ainda no começo de junho, a equipe das Redes de Referências para a Agricultura Familiar esteve reunida para debater propostas de desenvolvimento a pequenas propriedades em assentamentos de Tamarana, região norte do Paraná. O objetivo era reunir informações - coletadas a partir da análise de dados e diagnósticos das unidades produtivas que fazem parte das Redes - e, com base nelas, elaborar projetos de melhorias à atividade de produtores de grãos do município.
Participaram da reunião os Coordenadores Estaduais das Redes de Referências, Rafael Fuentes, no Iapar, e Sérgio Carneiro, na Emater; o pesquisador Antonio Costa, especialista do Iapar em solos; os bolsistas do programa Universidade Sem Fronteiras, Mariana Filippsen e Jorge Falkoski Filho, além de dois extensionistas da Emater em Tamarana: Marcelo Campos e Edson Pellegrini.
“Foi muito interessante, a discussão foi muito ativa. Houve uma proposta de planejamento estratégico para cada um dos quatro produtores de grãos”, conta Rafael Fuentes. “Aproveitando a presença do Antonio Costa, definimos as recomendações de adubação e correção dos solos mais apropriadas às condições locais, como um dos principais parâmetros de intervenção no sistema produtivo”, acrescenta o coordenador.
“E agora chega o momento de discutir esses planos com eles, os produtores e suas famílias”, continua Fuentes. Ainda de acordo com ele, a discussão junto aos agricultores ocorreu em Tamarana, no último dia 16, para uma primeira apresentação dos planos de propriedade. “Nesses planos estamos tentando traduzir os objetivos que eles nos revelaram, pensando num sistema melhorado segundo esses objetivos. Mas agora quem vai avaliar são eles mesmos”, destaca. “E, até o fim do mês, serão feitas as conversas individuais com as famílias”, completa o coordenador.
As Redes de Referência para a Agricultura Familiar têm o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Jornalista Flávio Augusto (com informações do Coordenador Estadual das Redes no Iapar, Rafael Fuentes).
Bolsista de Comunicação Social (Jornalismo)
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Capacitação em Planejamento de Unidades de Referências em Sistemas Agroecológicos foi realizado em Londrina

Entre os dias 08 e 10 de junho, a equipe das Redes esteve reunida na sede do Iapar para curso de Planejamento em Unidades de Referências em Sistemas Agroecológicos. Ministradas por técnicos do Iapar, da Emater, da Embrapa, da Universidade Estadual de Londrina e do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), as palestras tiveram foco em práticas agrícolas e pecuárias sustentáveis. O evento contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas e foi coordenado por Sérgio Luiz Carneiro, Paulo Henrique Lizarelli e Dirk Cláudio Ahrens.
A capacitação contou, também, com exercícios práticos de plano tático e operacional, além de avaliação e análise dos diagnósticos desenvolvidos no curso. De acordo com o Coordenador Estadual de Agroecologia do Instituto Emater, Paulo Lizarelli, encontros de capacitação são importantes para a difusão das técnicas agroecológicas de produção, pois o processo é mais específico do que o empregado na agricultura convencional.

A agroecologia pode ser definida como a ciência que pretende ajudar na transição da agricultura convencional, mais industrializada, à agricultura com base sustentável e social. Esse processo deve levar em conta o diagnóstico da propriedade, a partir da troca de experiências entre técnico e produtor agrícola; definição dos pontos de modificação, com o estabelecimento de metas e diálogo entre agricultor e técnico extensionista; elaboração do calendário de trabalho; estabelecimento da comercialização e certificação dos produtos.

Ainda de acordo com Lizarelli, é necessária a mudança nos aspectos educacionais, já que o produtor está acostumado a resolver os problemas da lavoura com aditivos químicos. “Na transição agroecológica, a cada problema o produtor deve compreender que a solução está em um processo, não em um produto, mas no todo”. Para o coordenador das Redes Agroecológicas do Centro-Sul e Líder do Programa de Agroecologia do Iapar, Dirk Cláudio Ahrens, a transição de técnicas é motivada pelo custo elevado dos insumos, o risco de intoxicação que o produtor está exposto e o interesse em fornecer alimentos mais saudáveis à população.

Os aspectos econômicos também são limitantes nesta mudança, devido à necessidade de ferramentas e às modificações estruturais e produtivas. De acordo com Ahrens, “as restrições estão no campo técnico e na comercialização, que ainda apresenta alguns gargalos, o produto convencional já tem o seu mercado estabelecido”. A transição deve ser realizada conforme a capacidade gerencial, econômica e física do produtor, e as alterações devem ser gradativas.

Segundo o engenheiro agrônomo e professor da UEL, Maurício Ursi Ventura, “no início, o produtor precisa se adaptar a uma nova tecnologia, às vezes, os custos são até maiores. Com o passar dos anos, quando ele começa a conhecer mais o processo, ocorre a inversão. Com a utilização de métodos naturais para o controle de pragas, ele consegue um equilíbrio maior do solo; diminui a ocorrência de doenças; não utiliza insumos químicos, então ele consegue uma redução significativa nos custos do seu sistema de produção”. Na região de Londrina, a produção agroecológica ainda está no início. No Paraná, cerca de 50 propriedades desenvolvem trabalhos em linhas sustentáveis no projeto Redes de Referências para a Agricultura Familiar.

Reuniões de Planejamento – Complementarmente as atividades de capacitação, a equipe das Redes Orgânicas do Vale do Ivaí realizou reuniões de Planejamento e Diagnóstico das vinte e duas propriedades trabalhadas.

Para o coordenador do projeto, Paulo Lizarelli, “este é o momento em que a equipe está reunida com os gestores locais. São eles que estão no dia-a-dia do município e conhecem mais profundamente a vida e a rotina daqueles proprietários. É o momento de fazermos o consenso dos dados levantados, para verificarmos se eles estão dentro da realidade daquela família”.

No último dia 27, a equipe se reuniu com o Coordenador Mesorregional das Redes da Região Norte, Dimas Soares Júnior. Durante o encontro, foram levantadas diretrizes às propriedades pertencentes ao projeto das Redes de Referência no Vale do Ivaí.

O grupo que atua na região é composto por 25 pessoas, entre bolsistas, extensionistas e o corpo de apoio do Iapar e da Emater. As Redes de Referência para a Agricultura Familiar tem o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras e da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Renata Santos com a colaboração de Flávio Augusto (e informações do bolsista, Amilton Aparecido Alves, do Coordenador Estadual de Agroecologia do Instituto, Emater Paulo Henrique Lizarelli; do engenheiro agrônomo e professor da UEL, Maurício Ursi Ventura; do coordenador de Agroecologia das Redes no Centro-Sul do Paraná, Dirk Cláudio Ahrens e do Coordenador Mesorregional das Redes da Região Norte, Dimas Soares Júnior)
Bolsistas na Área de Comunicação Social (Jornalismo)
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Equipe das Redes visita propriedade referência no sistema agroecológico

Visando a difusão da prática agrícola em sistemas agroecológicos, extensionistas do Instituto Emater da equipe da Redes de Referências realizaram duas excursões com agricultores e técnicos de Ivaiporã e Marilândia do Sul à propriedade de Lauro Wittmann, no município de Jandaia do Sul. O encontro foi realizado no dia 23 e reuniu aproximadamente 15 pessoas.


A família Wittmann faz parte do projeto “Construção e transferência de referências tecnico-econômicos em sistemas de produção familiares orgânicos do Vale do Ivaí”, criado em abril de 2009. De acordo com o coordenador, Paulo Henrique Lizarelli, “essa é uma propriedade que, em relação aos princípios e às práticas agroecológicas, está bem avançada. Por esse motivo, fizemos lá um estudo de caso. Nesta excursão fixemos um intercâmbio entre os agricultores novos no projeto e àqueles que estão em um estágio mais avançado”, afirma.

A área total da propriedade é de 10,7 ha; destes, 2,70 destinados à reserva ciliar obrigatória. A família Wittmann se destaca na horticultura com a produção de morango, plantas medicinais, além de queijos e doces. Eles ainda são feirantes e trabalham com polpa de frutas congeladas.

O custo de produção de Lauro Wittmann é baixo, devido às boas condições do solo e pouco uso de insumos externos à propriedade. De acordo com Lizarelli, a incidência de doenças e pragas é pequena devido ao ambiente deste agrossistema estar mais equilibrado.

A venda dos produtos é realizada de forma direta, o que garante aos consumidores um preço menor e constante durante toda a safra. A maioria dos custos ambientais em sistemas agroecólogicos ocorrem no início da transição, mas, no caso da família Wittmann, eles já estão estabilizados.

Lauro Wittmann não gasta com insumos, adubos ou mudas. A produção é orgânica, os resíduos são usados como fertilizantes naturais e as mudas são produzidas pelo agricultor e sua família. De acordo com Paulo Henrique Lizarelli, “ele tem uma mesa farta e bem diversificada, a família se alimenta muito bem”, conclui.

Segundo o bolsista do programa Universidade Sem Fronteiras, Amilton Aparecido Alves, a propriedade da família Wittmann é bem organizada, o zelo e os hábitos de higiene são facilmente percebidos. Para ele, visitas como essa são oportunidades de aprender muito com os agricultores.

Devido ao avanço no sistema produtivo, existe a possibilidade de que a propriedade da Família Wittmann esteja se preparando para o turismo rural. O projeto “Orgânicos do Ivaí” atua em outras 18 unidades, na região de Ivaiporã e de Apucarana. A equipe é composta por 25 integrantes, entre extensionitas, especialistas e pesquisadores do IAPAR e da Emater.

As Redes de Referência para a Agricultura Familiar, neste projeto, tem o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras e da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Renata Santos - bolsistas na Área de Comunicação Social (Jornalismo) do Programa Universidade Sem Fronteiras da Seti. Colaborou Flávio Augusto (com informações do bolsista, Amilton Aparecido Alves, e do coordenador do projeto “Orgânicos do Ivaí”, Paulo Henrique Lizarelli).
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Veja também:

RIC Rural conhece fazenda que é modelo na produção de orgânicos

Equipe das Redes apresenta trabalhos em Congresso no Maranhão

A equipe das Redes de Referências para a Agricultura Familiar participou do “VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção”, realizado entre os dias 23 e 25 de junho, em São Luis-MA.

Buscando o intercâmbio entre técnicos, pesquisadores e produtores rurais no ambiente da agricultura familiar, o evento promoveu debates e apresentações de artigos científicos, pautados pela temática central “Agricultura Familiar: Crise Alimentar e Mudanças Climáticas Globais”.

Ao todo, a equipe das Redes apresentou oito artigos acerca das atividades desenvolvidas no projeto, com contribuições das mesorregiões centro-sul, sudoeste e norte. Os estudos destacaram os resultados obtidos em diferentes etapas do trabalho, o que, como afirmam os Coordenadores Estaduais das Redes - Rafael Fuentes, no IAPAR, e Sérgio Luiz Carneiro, na EMATER, presentes no evento-, atesta o andamento satisfatório das ações praticadas, seja em regiões já consolidadas ou naquelas que passaram por processos recentes de reestruturação.

Realizado em 2010 na capital do Maranhão, o congresso terá Brasília como sede de sua próxima edição. Já o X Congresso da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção, previsto para 2014, marcará o retorno do evento à cidade de Londrina, que o abrigou em suas duas primeiras edições. Como ressalta Dimas Soares Jr., coordenador mesorregional das Redes no norte do Paraná e eleito no congresso deste ano vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sistema de Produção (SBSP), “o X Congresso será, naturalmente, um marco para a história da SBSP e, dessa forma, nossos associados, ao indicarem Londrina como sede do evento, oferecem-nos uma oportunidade de destacar a contribuição do Paraná nos avanços da pesquisa e desenvolvimento sob o enfoque sistêmico, contribuição essa oferecida desde a fundação da Sociedade, que se deu em 1993 aqui mesmo no IAPAR, em Londrina”.

O “VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção” recebeu 141 trabalhos e foi promovido pela SBSP, em parceria com a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA). O evento teve, ainda, a realização e a organização da Universidade Estadual do Maranhão e da Embrapa Meio-Norte, além do apoio do Governo do Estado do Maranhão e de entidades da sociedade civil.

As Redes de Referência para a Agricultura Familiar têm o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Serviço - No link abaixo, em “artigos científicos”, confira a lista completa de trabalhos apresentados pela equipe das Redes de Referências durante o “VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Sistema de Produção”.

www.iapar.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=535

Jornalista Flávio Augusto (com informações do Coordenador Estadual das Redes no Iapar, Rafael Fuentes, e do Coordenador Mesorregional das Redes na Região Norte do Paraná, Dimas Soares Jr.)
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Redes de Referências planejam em junho sistemas melhorados no cultivo de grãos em pequenas propriedades de Tamarana

No primeiro momento, ainda no começo de junho, a equipe das Redes de Referências para a Agricultura Familiar esteve reunida para debater propostas de desenvolvimento a pequenas propriedades em assentamentos de Tamarana, região norte do Paraná. O objetivo era reunir informações - coletadas a partir da análise de dados e diagnósticos das unidades produtivas que fazem parte das Redes - e, com base nelas, elaborar projetos de melhorias à atividade de produtores de grãos do município.

Participaram da reunião os Coordenadores Estaduais das Redes de Referências, Rafael Fuentes, no Iapar, e Sérgio Carneiro, na Emater; o pesquisador Antonio Costa, especialista do Iapar em solos; os bolsistas do programa Universidade Sem Fronteiras, Mariana Filippsen e Jorge Falkoski Filho, além de dois extensionistas da Emater em Tamarana: Marcelo Campos e Edson Pellegrini.

“Foi muito interessante, a discussão foi muito ativa. Houve uma proposta de planejamento estratégico para cada um dos quatro produtores de grãos”, conta Rafael Fuentes. “Aproveitando a presença do Antonio Costa, definimos as recomendações de adubação e correção dos solos mais apropriadas às condições locais, como um dos principais parâmetros de intervenção no sistema produtivo”, acrescenta o coordenador.

“E agora chega o momento de discutir esses planos com eles, os produtores e suas famílias”, continua Fuentes. Ainda de acordo com ele, a discussão junto aos agricultores ocorreu em Tamarana, no último dia 16, para uma primeira apresentação dos planos de propriedade. “Nesses planos estamos tentando traduzir os objetivos que eles nos revelaram, pensando num sistema melhorado segundo esses objetivos. Mas agora quem vai avaliar são eles mesmos”, destaca. “E, até o fim do mês, serão feitas as conversas individuais com as famílias”, completa o coordenador.

As Redes de Referência para a Agricultura Familiar têm o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Jornalista Flávio Augusto (com informações do Coordenador Estadual das Redes no Iapar, Rafael Fuentes).

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Redes de Referências discutem propostas de melhorias a olericultores e produtores de grãos de Tamarana e Ortigueira

A equipe das Redes de Referências para Agricultura Familiar promove nesta quarta-feira (2) uma reunião técnica, com o objetivo de apresentar propostas de melhorias a pequenas propriedades, localizadas em assentamentos dos municípios de Tamarana e Ortigueira, no norte paranaense.

O encontro ocorre no Centro de Difusão de Tecnologia (CDT) do Iapar, a partir das 8h30. Na ocasião, com base na análise de dados e diagnósticos das unidades produtivas que fazem parte das Redes, serão debatidas alternativas para incrementar a atividade de produtores de grãos e olericultores (agricultores que trabalham com cultivo de hortaliças) das duas cidades.

A reunião contará com a presença do pesquisador Antonio Costa, especialista do Iapar na área de solos, dos Coordenadores Estaduais das Redes de Referências, Rafael Fuentes Llanillo (pelo Iapar) e Sérgio Carneiro (pelo Emater), além de bolsistas do programa Universidade Sem Fronteiras e três extensionistas do Emater que atuam em Tamarana: Marcelo Campos, Edson Pellegrini e Paulo Marcondes.

Jornalista Flávio Augusto (com informações do Coordenador Estadual das Redes no Iapar, Rafael Fuentes Llanillo).
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

IAPAR mostra tecnologias em festa do agricultor em Dr. Ulisses

O IAPAR apresentou na II Festa do Agricultor Familiar ocorrida na cidade de Dr. Ulisses, na região do Vale da Ribeira, no final de semana passada (15 e 16), as tecnologias desenvolvidas para aquela região, considerada território da cidadania. Com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o instituto desenvolve projetos regionais que visam à adaptação de tecnologia sustentável e formação de técnicos e produtores familiares.
Durante a festa do agricultor, o instituto distribuiu material com informações sobre as pesquisas realizadas naquela região e apresentou aos visitantes mudas da palmeira real, pupunha e sementes de adubos verdes.
De acordo com a administradora da Estação de Pesquisa do IAPAR em Cerro Azul, município vizinho, Ivete Efigênia da Silva Evangelista, o estande foi bastante visitado. "Alcançamos nossos objetivos que é mostrar o trabalho de pesquisa que a instituição desenvolve aqui na região", completou Ivete.

Ela informou que o instituto vai trabalhar também em Dr. Ulisses com abacaxi, caprinos, mandioca e maracujá, transferindo estas tecnologias pesquisadas como alternativas de produção e renda.

Esse trabalho integra os projetos regionais para aquela região e têm por objetivo o treinamento de produtores e técnicos da assistência técnica e extensão rural em tecnologias para produção de citros, maracujá, abacaxi e banana; a produção de mudas certificadas de citros; a apresentação de variedades e tecnologia sustentável de produção de mandioca para a região; a demonstração de tecnologia de produção de caprinos para carne; e a disponibilização de material genético de alta qualidade para produtores do Vale da Ribeira, informou o coordenador-geral da unidade de pesquisa do IAPAR, em Curitiba, Nilceu Ricetti.

Ele representa o instituto no Fórum do Vale do Ribeira formado por representantes de várias instituições. Segundo Ricetti, na condição de território da cidadania, o Vale do Ribeira recebe recursos federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do MDA e do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além de investimentos do governo estadual. Os recursos para o projeto chegam perto de R$ 1 milhão.

Ricetti destacou que a região já é a maior produtora de poncãs no estado e que parte dos recursos será utilizada na construção de uma estufa, que junto com a já existente, terá capacidade para 30 mil mudas de citros. Ele também destacou propostas com mandioca, indicando cultivares para mesa.

Está em estudo também a montagem de uma vitrine tecnológica na Estação Experimental do IAPAR em Cerro Azul para difusão de tecnologia em caprinocultura, além da disponibilização de matrizes para produtores do vale, em associação com a unidade de pesquisa do instituto em Pato Branco.

De acordo com o pesquisador, a melhoria genética de caprinos é uma necessidade na região. "São projetos de várias naturezas, que estão sendo discutidos dentro da demanda da região", observa Ricetti, acrescentando a possibilidade da inclusão de propostas em sistemas agroflorestais, com palmáceas e seringueira.

FESTA DA LARANJA - A Festa da Laranja, um dos eventos mais tradicionais de Cerro Azul, que acontece nos dias11, 12 e 13 de junho será uma boa oportunidade para o IAPAR divulgar as pesquisas desenvolvidas no Vale da Ribeira. De acordo com o pesquisador Nilceu Ricetti, a intenção é mostrar durante o evento o manejo de caprino e ainda as tecnologias de interesse regional em citricultura, borracha, palmáceas e adubação verde. O município de Cerro Azul é um dos maiores produtores de cítricos da região do Vale do Ribeira, com cerca de seis milhões de caixas por ano. Uma de suas maiores atrações é a Festa da Laranja que apresenta ao Estado os produtos produzidos pela agricultura local.

Iapar