terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Novas regras de extensão rural podem melhorar o serviço



Nova lei de Assistência Técnica e Extensão Rural promete melhorar o auxílio ao pequeno agricultor e aumentar a produção de alimentos. Porém, a principal mudança nas regras, que permite contratar entidades não governamentais, é alvo de críticas


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Redes de Referências instalam UTV de alfafa em propriedade de Cantuquiriguaçu


A equipe de técnicos das Redes de Referências para Agricultura, que atua no Território da Cantuquiriguaçu, implantaram no final do ano passado, uma Unidade de Teste e Validação (UTV), agora da cultura de alfafa.
A UTV fica localizada na propriedade dos produtores colaboradores das Redes, o casal Carlos Tadeu e Malvina Cullmann, que residem no município de Virmond - Comunidade de Colônia Coronel de Queiroz.

Inicialmente, com o trabalho da pesquisadora do IAPAR Simony Marta Bernardo Lugão, foi escolhida a área da propriedade e realizado todos os tratos culturais necessários para a implantação da UTV. “Foram realizados a análise de solo, recomendação e aplicação de calcário e adubação exigida pela alfafa”, explica o extensionista da EMATER de Laranjeiras do Sul, Valério Moro.

Para tal Unidade, foi utilizada a cultivar Crioula e a densidade equivalente 20 kg/ha de sementes. Após 110 dias da semeadura, teve início o primeiro corte da Alfafa e a produção de feno, para posterior uso em balanceamento alimentar pensando nas épocas mais críticas de forragem. “A área 0,3 ha esta sendo subdividida para iniciar o pastejo com as vacas em lactação de melhor produção”, comenta Moro.

O primeiro corte da alfafa produziu 1.600 kg/ha de matéria seca, tendo potencial para produzir em torno de 20 a 25 mil kg/ha de matéria seca por ano.

A equipe das Redes relata que com o uso da alfafa será possível melhorar a dieta alimentar, manter a produtividade dos animais e reduzir os custos de alimentação, já que a alfafa tem como objetivo substituir o concentrado - que tem valor elevado. A alfafa tem alta produtividade de matéria seca e qualidade (rainha das forrageiras), além de ter uma boa estacionalidade de produção entre o período de verão e inverno.


Jornalista Victor Lopes - com informações do extensionista Valério Moro
Programa Universidade Sem Fronteiras / Seti / IAPAR
Telefone: 43 3376 2249
E-mail: comunicacaoredes@iapar.br

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos é lançado em Londrina

O Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos é lançado em Londrina, lançado no dia 10, em Londrina, vai certificar gratuitamente 300 propriedades do Paraná que cultivam produtos orgânicos. A solenidade, realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL), contou com a presença da secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, do diretor-presidente do Tecpar, Aldair Rizzi, e de aproximadamente 100 pequenos e médios produtores de orgânicos.

O programa é financiado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) por meio das universidades estaduais do Paraná e do Fundo de Ciência e Tecnologia e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Segundo a secretária Lygia, o programa vai ajudar os pequenos e médios agricultores a comercializar e valorizar seus produtos. “O programa será levado para todo o Estado, disponibilizando aos produtores um serviço que jamais foi oferecido gratuitamente”.
Aldair Rizzi agradeceu a secretária por implantar o programa e, principalmente, pela parceria com as universidades. “Iniciativas como essa representam o desenvolvimento do Paraná e a política que o governo do Estado está desenvolvendo em benefício da população. Com a certificação, os agricultores vão ter mais sustentabilidade e dar credibilidade aos seus produtos”, afirmou.
O Tecpar treinou diversas pessoas graduadas nos cursos de agronomia, engenharia de alimentos, engenharia ambiental, biologia e medicina veterinária para formar o núcleo de orgânicos, que será responsável por fazer a avaliação nas propriedades levando em consideração o que deve ser modificado de acordo com as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e repassá-las ao Tecpar.
O secretário da Agricultura de Londrina, Gervásio Vieira, ressaltou que “é fundamental para o Estado a interação da Secretaria da Ciência e Tecnologia com as universidades estaduais e o Tecpar. “Conheço o Tecpar e sei do potencial que tem. É o maior e mais consagrado instituto de pesquisa do país, e talvez, da América Latina”, afirmou.
Também participaram da solenidade de lançamento do programa a coordenadora do projeto no Estado do Paraná e gerente da Divisão de Certificação do Tecpar, Tânia Carvalho, e o coordenador do programa em Londrina, Maurício Cursi.
Fonte: Agência de Notícias Estado do Paraná

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Seminário sobre legislação ambiental para a agricultura familiar acontece quinta (3)

Em um cenário rural que promete mudanças, seguindo as novas diretrizes da Legislação Ambiental, o IAPAR e o Instituto Emater promovem, na próxima quinta-feira (3), no Centro Regional de Eventos do município de Pato Branco, sudoeste do Paraná, o “Seminário técnico: Legislação Ambiental – Benefícios, obrigações e oportunidades para a agricultura familiar”.
Durante todo o dia, cerca de 400 convidados, entre agricultores familiares, técnicos, universitários, estudantes de colégios agrícolas e interessados no assunto, poderão adquirir informações concretas sobre a Legislação Ambiental nessa área, que está gerando muita discussão devido à proximidade da alteração na lei ambiental. “Como o conhecimento dos produtores não é amplo no assunto, quando se reúnem para discutir a Legislação Ambiental o clima é, em grande parte, contestatório e reivindicativo. O caráter negativo deixa a impressão de que ela só existe para impor dificuldades aos agricultores. Por isso, queremos mostrar as vantagens e oportunidades que a lei oferece”, relata Márcio Miranda, gerente do projeto do Programa Sistemas de Produção do IAPAR intitulado “Pesquisa e desenvolvimento dos sistemas de produção familiar da região sudoeste do Paraná”, apoiado financeiramente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.Esse projeto, no qual o seminário compõe uma das atividades, também contou com um estudo feito a partir de um levantamento de campo, que analisou a repercussão da implantação da legislação rural em alguns sistemas de produção familiares. “A inspiração para formulação do projeto foi em 2004, pelas Redes de Referências para a Agricultura Familiar”, explica Miranda, que também é articulador mesorregional das Redes no estado. Na primeira atividade do seminário, ele irá apresentar os resultados do estudo, utilizando como parâmetro de análise o levantamento realizado e as referências obtidas pelas Redes. Logo em seguida, haverá dois painéis. O primeiro com o tema “Legislação Ambiental: benefícios e obrigações”, que abordará a importância da Área de Preservação Permanente (APP) e da Reserva Legal, em palestra ministrada pelo professor Maurício Romero Gorenstein, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – campus Dois Vizinhos. Ainda o técnico do Instituto Ambiental do Paraná Celso Alves de Araújo fará a apresentação da legislação com destaque para as particularidades da agricultura familiar.No segundo painel: “Oportunidades para o agricultor”, serão apresentados o uso da Reserva Legal, pelo componente da “Câmara técnica de metodologias para a recuperação da Reserva Legal”, técnico da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Erich Schaitza, e o “Pagamento de serviços ambientais”, pelo técnico do Ministério do Meio Ambiente Luiz Oliveira. Fechando o seminário, haverá o lançamento da cartilha “Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal: o que dizem as leis para a agricultura familiar?”, contendo os principais aspectos do código, voltado fundamentalmente para os produtores familiares.
Serviço: "Seminário técnico: Legislação Ambiental - Benefícios, obrigações e oportunidades para a agricultura familiar"
Dia: 3 de dezembro de 2009 (quinta-feira)
Local: Centro Regional de Eventos de Pato Branco
Horário: das 8h às 17h
Informações: 46 3213-1140 (IAPAR)/ 46 3220-5900 (EMATER)
Equipe Comunicação Redes de Referências para Agricultura Familiar

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Equipe das Redes Agroecológicas do Vale do Ivaí participa do VI Congresso Brasileiro de Agroecologia

Os bolsistas e o coordenador das Redes Agroecológicas do Vale do Ivaí Paulo Henrique Lizarelli, participaram do VI Congresso Brasileiro e II Congresso Latino Americano de Agroecologia, realizado entre os dias 9 e 12 novembro, na Universidade Positivo em Curitiba.

Esse ano com o tema principal “Agricultura Familiar e Camponesa: Experiências passadas e presentes construindo um futuro sustentável”, o congresso reuniu aproximadamente 4 mil pessoas. Também contou com a presença do Governador Roberto Requião, dos Secretários do Meio Ambiente e da da Agricultura Rasca Rodrigues e Valter Bianchini, além dos Presidentes da Associação Brasileira e Latino-Americana de Agroecologia (Socla) Francisco Caporal e Miguel Altieri.
A agricultura familiar camponesa para uma sociedade ambiental; comercialização de produtos orgânicos; olericultura orgânica; pragas, doenças e integração lavoura-pecuária e risco de agrotóxicos na agroecologia foram pautas de alguns painéis, palestras, seminários, conferências e oficinas que o público teve acesso.
A bolsista Juliana Baptistella contou que “através dos resultados dos trabalhos apresentados, podemos perceber a evolução da agroecologia que era pouca divulgada.”
Já a bolsista Gisely Gomes destacou a visita de campo no Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, onde observaram vários experimentos, técnicas de manejo e conservação do solo. “Todas as informações que recebemos, tanto no congresso como na visita de campo, vamos poder utilizá-las no nosso projeto”, ressaltou.
Resultados parciais
As Redes Agroecológicas do Vale do Ivaí apresentaram através de pôster no II Encontro de Avaliação de Projetos da Seti, no dia 6 de novembro na Universidade Estadual de Londrina, os resultados parciais do projeto.
Segundo Lizarelli, foram entrevistadas 128 famílias em 18 municípios e detectou-se 76 famílias de produção orgânica consolidada. A partir daí, classificaram as principais atividades e selecionaram para acompanhamento 22 propriedades que integram os três principais sistemas: Fruticultura Orgânica, Grãos e Cereais Orgânicos e Olericultura Orgânica.
Além disso, os participantes do encontro tiveram oportunidade de uma palestra sobre “Sociedade e Conhecimento”, ministrada pela Secretária de Estado da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior Lygia Pupatto.
As Redes Orgânicas do Vale do Ivaí têm o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Ana Carolina Oldemburgo
Bolsista na Área de Comunicação Social (Jornalismo)
Programa Universidade Sem Fronteiras / Seti / IAPAR
Telefone: 43 3376 2249
E-mail: comunicacaoredes@iapar.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Reunião das Redes de Referências apresenta os próximos passos dos projetos

Na última segunda-feira (16), bolsistas e coordenadores das Redes de Referências para Agricultura Familiar, do Iapar e Emater, do Vale do Ivaí, Assentamentos Rurais de Tamarana e Ortigueira e Território Norte Pioneiro estiveram reunidos para discutir os próximos passos a serem tomados depois dos resultados dos diagnósticos.

No período da manhã, os bolsistas apresentaram a situação atual dos projetos que se encontram na etapa de diagnóstico. Ao finalizar essa etapa, os bolsistas farão o tratamento dos dados, os quais embasarão o planejamento das propriedades. Segundo o coordenador estadual das Redes, Rafael Fuentes Llanillo, durante o planejamento das propriedades, deve-se considerar principalmente os objetivos de cada família, pois são as perspectivas de vida daquelas pessoas que serão consideradas nos planos das propriedades.
Já à tarde, o coordenador mesorregional da região norte das Redes, Dimas Soares Junior, mostrou aos participantes como irá funcionar o acompanhamento nas propriedades. Durante esse período, os produtores integrantes das Redes receberão um kit, contendo um fichário, uma pasta e três cadernos dentro de uma bolsa personalizada. “Os materiais desses kits, permitem com que acompanhemostodas as atividades do produtor, os gastos com insumos e a receita com a produção. Também aquelas famílias que tiveram um resultado melhor nas suas propriedades, servirão de exemplos para outros produtores e receberão um caderno de visitas, pois o seu trabalho deve ser valorizado e registrado”, ressaltou Soares Junior.
As Redes de Referências para a Agricultura Familiar têm o apoio do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Ana Carolina Oldemburgo
Bolsista na Área de Comunicação Social (Jornalismo)
Programa Universidade Sem Fronteiras/ Seti/ IAPAR

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ministério da Agricultura cria selo único para produtos orgânicos

O Ministério da Agricultura instituiu o selo único oficial para os produtos orgânicos. O selo só pode ser usado nos orgânicos produzidos em unidades credenciadas pelo ministério. A instrução normativa foi publicada no Diário Oficial da União no dia 6.

A exceção da obrigatoriedade de certificação dos orgânicos vale para os produtos da agricultura familiar, que podem ser vendidos diretamente aos consumidores, desde que os agricultores estejam vinculados a uma organização de controle social (OCS).
O selo de certificação serve para dar ao consumidor a certeza de estar levando para casa um produto sem contaminação química. Os orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas, o que os torna mais saudáveis.
A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservando a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. O agricultor orgânico se preocupa com a preservação do meio ambiente e não cultiva produtos transgênicos porque não quer arriscar a diversidade de variedades existentes na natureza.
De acordo com o Ministério da Agricultura, o selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, da água e reciclagem de matéria orgânica.

Agência Brasil